
“Esta palavra saudade
conheço desde criança
saudade de amor ausente
não é saudade, é lembrança
saudade só é saudade
quando morre a esperança”
(Pinto do Monteiro)
A gente sente, mas não toca. A gente sente e nos toca. A gente não sente, e ela pressente. Saudade... Palavra que apenas na nossa língua chama-se assim. O sentimento, saudade no sentido de sentir a falta de alguém, um pouco de tristeza e nostalgia é algo que só a palavra saudade transmite. Em todos os outros idiomas, se quiser defini-la terá de usar mais de uma palavra para chegarmos num sentido semelhante. Exemplo: “i miss you”, em inglês; “ik mis je”, em holandês; “je tu manque”, em francês; “ich vermisse sie”, em alemão; etc.
Mas o que seria o inventor dessa palavra tão delicada e de tanto sentimentalismo. Confesso que, após lê vários poemas, pensamentos de grandes escritores, fiquei meio tímido para dá continuidade ao meu texto, mas como já tinha começado, resolvi continuar.
Distância e saudade. Saudade e distância. Certamente, quem inventou a saudade, sentiu na pele o sabor da distância. Da mesma forma, quem inventou a distância não sabia da dor da palavra saudade. Mas o matemático afirma: A saudade é diretamente proporcional à distância. Quanto maior a distância for, maior será a saudade.
Saudade. Tenho saudade dos meus doze anos. Tenho saudade de brincar na areia no sol quente. Tenho saudade quando meu amigo, duas horas da tarde, batia na campainha de casa pra brincarmos de bola, só nós dois. Tenho saudade de acordar e ver meu desenho preferido na TV. Tenho saudade até do que não vivi.
Já tenho saudade da minha fase adulta, pois me vejo idoso. Já tenho saudade dos meus pais, pois sei que vou perdê-los um dia. Já tenho saudade dos meus avós, pois deixarão essa vida e passará para o andar de cima. Já tenho saudade do meu emprego, meus colegas de trabalho, pois sei que vou me aposentar. Já tenho saudade do mundo, pois sei que um dia vou morrer.
Não coloquei aqui uma definição para a palavra. Tentei exemplificar com o que eu sinto, porque tenho certeza que é mais importante do que qualquer conceito dado.
Não sei. Faltam-me palavras para continuar esse texto. Só me vem na cabeça a palavra saudade. Não sei por quê! Não consigo desenvolver nada. Só me vem a cabeça tudo que já passei, e tudo que sei que vou passar.
Apenas queria demonstrar o apreço que tenho por ela. Pelo sentimento que ela transmite.
Enfim, talvez tenha conseguido através dos exemplos. Talvez não. Se não estiver conseguido, caros leitores, me desculpem.
Desculpa-me a incompetência e a ousadia de tentar passar para o papel algo tão concreto e surreal ao mesmo tempo; tão real e imaginário; tão presente e abstrato. Desculpe-me, Senhora Saudade. A vontade tem que esbarrar em nossos limites.
Talvez até conseguisse falar melhor. Poderia dar conceitos, falar de quem criou, e até contar uma estória. Mas será que haveria o mesmo sentimento? Isso me preocupa. Um juiz pode prender minha liberdade, porém a saudade prende não somente a minha liberdade. Ela prende meu interior. Prende meu coração. Prende meu pulmão. Ela me asfixia. Perdão, excelentíssimo juiz, mas a saudade é saudade. Não é doutora, mas tem especialização. Não viaja, mas está no mundo todo. Não é Deus, mas trabalha com ele.
E como amo a música e a música me ama (risos), terminarei o texto com o trecho de um bolero que diz: “E por falar em saudade, onde anda você?” Caro leitor, onde anda tua saudade?
Mas o que seria o inventor dessa palavra tão delicada e de tanto sentimentalismo. Confesso que, após lê vários poemas, pensamentos de grandes escritores, fiquei meio tímido para dá continuidade ao meu texto, mas como já tinha começado, resolvi continuar.
Distância e saudade. Saudade e distância. Certamente, quem inventou a saudade, sentiu na pele o sabor da distância. Da mesma forma, quem inventou a distância não sabia da dor da palavra saudade. Mas o matemático afirma: A saudade é diretamente proporcional à distância. Quanto maior a distância for, maior será a saudade.
Saudade. Tenho saudade dos meus doze anos. Tenho saudade de brincar na areia no sol quente. Tenho saudade quando meu amigo, duas horas da tarde, batia na campainha de casa pra brincarmos de bola, só nós dois. Tenho saudade de acordar e ver meu desenho preferido na TV. Tenho saudade até do que não vivi.
Já tenho saudade da minha fase adulta, pois me vejo idoso. Já tenho saudade dos meus pais, pois sei que vou perdê-los um dia. Já tenho saudade dos meus avós, pois deixarão essa vida e passará para o andar de cima. Já tenho saudade do meu emprego, meus colegas de trabalho, pois sei que vou me aposentar. Já tenho saudade do mundo, pois sei que um dia vou morrer.
Não coloquei aqui uma definição para a palavra. Tentei exemplificar com o que eu sinto, porque tenho certeza que é mais importante do que qualquer conceito dado.
Não sei. Faltam-me palavras para continuar esse texto. Só me vem na cabeça a palavra saudade. Não sei por quê! Não consigo desenvolver nada. Só me vem a cabeça tudo que já passei, e tudo que sei que vou passar.
Apenas queria demonstrar o apreço que tenho por ela. Pelo sentimento que ela transmite.
Enfim, talvez tenha conseguido através dos exemplos. Talvez não. Se não estiver conseguido, caros leitores, me desculpem.
Desculpa-me a incompetência e a ousadia de tentar passar para o papel algo tão concreto e surreal ao mesmo tempo; tão real e imaginário; tão presente e abstrato. Desculpe-me, Senhora Saudade. A vontade tem que esbarrar em nossos limites.
Talvez até conseguisse falar melhor. Poderia dar conceitos, falar de quem criou, e até contar uma estória. Mas será que haveria o mesmo sentimento? Isso me preocupa. Um juiz pode prender minha liberdade, porém a saudade prende não somente a minha liberdade. Ela prende meu interior. Prende meu coração. Prende meu pulmão. Ela me asfixia. Perdão, excelentíssimo juiz, mas a saudade é saudade. Não é doutora, mas tem especialização. Não viaja, mas está no mundo todo. Não é Deus, mas trabalha com ele.
E como amo a música e a música me ama (risos), terminarei o texto com o trecho de um bolero que diz: “E por falar em saudade, onde anda você?” Caro leitor, onde anda tua saudade?
6 comentários:
As vezes boa, as vezes ruim.
A gente só sente.
O que mais gostei foi a diferença de saudade e lembrança.
Essa sim é fundamental .. ;]
PS: Essa tua frequencia de postagem é ótimo, temos(leitores) que ficar sempre ligados.
kkkk
Abraço.
kkkkkkkkkkkk
Thyago,
perdoe-me. kkkkk
abração!
rs é só um projeto de lei, ainda deve ser analisado pelo congresso. eu acho difícil que seja aprovado, mas esses projetos absurdos que políticos que não têm o que fazer nas horas vagas, entre uma viagem e outra, entre umas férias e outras...rs sempre dão o que falar...
tbm gostei do seu texto, me deixa roubar o poemazinho pra fazer um post também? é que não vivo sem saudade..rsrs
volte sempre!
Xêru!
é verdade... rs
Oi Yuri...
bem vindo ao meu espaço!
;)
Adorei o seu, vou ler depois com mais calma.
Gostei muito da foto com a faixa ecrito LIBERDADE. Tudo que é relacionado a liberdade, revolução, luta por um mundo mais justo me encanta!!!
bjs
É a saudade na essência..e vc soube dpassar tudo isso.a distancia e a saudade sao proporcionais...interessante.
beijo
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