terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Porque escrever é isso



Apenas escrevo... escrevo para desabafar; escrevo para denunciar; escrevo para escandalizar; escrevo para me divertir; escrevo para contribuir; escrevo para socializar; escrevo para batalhar; escrevo para derrotar; escrevo porque escrevo, porque escrever não é ser melhor ou pior que ninguém, escrever é um estado de espírito que lhe invade, e só quem sabe é quem escreve e ler.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Arte e a realidade


O Rio de Janeiro é um cenário maravilhoso para uma cidade. Diante de tantas belezas naturais, o homem se digladia fazendo com que o ambiente vire a era do fim dos dinossauros, no entanto, de pessoas racionais, pelo menos teoricamente.
Com notáveis expoentes musicais, o Rio de Janeiro é conhecido por todo o mundo principalmente pelo samba. E o samba mais uma vez vem aqui, através deste artigo, mostrar como nem sempre a música foge à realidade, mas muito pelo contrário, é tão sensível que é capaz de enxergar mais do que qualquer um de nós.

Numa cidade muito longe daqui o momento é de caos. A população “tá” bolada, muito bolada... Essa música, composta pelo Marcelo D2 e Leandro Sapucahy, é, sem dúvida, um belo momento para refletirmos sobre a violência e até onde iremos chegar.
Para quem não conhece a letra, eu vou destrinchá-la ao longo do texto. No entanto, antes de começar, é bom a gente fazer referência e dizer que Marcelo D2, assim como Gabriel, O Pensador, sempre foram considerados músicos de uma inteligência brilhante, fora do normal, portanto, o senso crítico é altamente apurado, chegando, às vezes, a ofender pelo radicalismo que ele apresenta.

Numa cidade longe daqui - diz a música, tem favela que parece com as favelas daqui; tem problemas que parecem com os problemas daqui – que ironia. Não será que a mesma cidade? A letra continua dizendo que há homens maus e homens bons e que existem homens da lei com determinação, mas o momento é de caos porque a população não sabe ao certo quem é; quem é herói ou vilão.

Ninguém sabe, neste trecho da música, se a milícia é polícia; Se a polícia faz bem; Se o traficante é benéfico ou maléfico. Ninguém sabe, portanto, diz a letra, quem vai e quem vem na contramão.

A letra, com total genialidade dos compositores explica: Tem homem mal que vira homem bom; Tem homem da lei que vira homem mal; Esses homens vêm com uma missão e fazem outra. Ao invés de salvar, sai matando geral. Quando vem para atirar, quando ele “caga no pau”.

E aí, aí a chapa esquenta. Por que?! Porque o xis do problema está na corrupção. Tanto lá como cá não tem acerto o pedido, errou não tem perdão. Quem fala muito é x-9 e desses a gente tem de montão. O coro comeu, polícia e bandido bateram de frente, e aí foi “chapa quente”.
A letra diz: Bateu de frente um bandido e o sub-tenente lá do batalhão; foi tiro de lá de cá; balas perdidas no ar; até que o “silêncio gritou”; dois corpos no chão que azar; feridos na mesma ambulância uma dor de matar; mesmo mantendo a distância não deu pra calar.

E aí, o Rio de Janeiro continua sendo descrito. A letra diz que polícia e bandido trocaram farpas, farpas que pareciam balas, e nisto, houve um diálogo entre polícia e bandido. Reparem bem nesse trecho; O bandido falou: Você levou tanto dinheiro meu; e agora vem querendo me prender; eu te avisei você não se escondeu; deu no que deu e a gente ta aqui; pedindo a Deus pro grupo resistir; será que ele está a fim de ouvir? Vocês têm tanta bazuca, pistola, fuzil e granada, me diz pra que “tu” tem tanta munição?

E aí respondem: É que além de vocês, nós ainda enfrenta um outro comando, outra facção que só tem alemão saguinário(políticos, lógico), um bando de otário, marrento querendo mandar. Por isso que eu tou bolado sim, eu também tou bolado sim. E aí, ele completa: É que o Judiciário “tá” todo comprado e o legislativo “tá” financiado e o pobre operário que joga seu voto no lixo, não sei se por raiva ou só por capricho. Coloca a culpa de tudo nos homens do camburão, eles colocam a culpa de tudo na população.

E agora, pra finalizar, eles dizem assim: {E o bandido...} E se eu morrer vem outro em meu lugar {Polícia...} E se eu morrer vão me condecorar; E se eu morrer será que vão chorar; E se eu morrer será que vão lembrar; E se eu morrer... {já era}; E se eu morrer; E se eu morrer... {foi!}; E se eu morrer

Chega de ser subjugado; Subtraído; um sub-bandido de um Sublugar; subtenente de um Subpaís; um subinfeliz; subinfeliz..

E aí, ironicamente, uma letra dessas, musicado com um belo ritmo de samba nunca foi ao ar. Nunca vi rodar numa FM; Nunca vi aparecer nos programas de televisão; Nunca vi passar na TV Senado; TV Câmara; TV Assembléia.

Será nossa realidade tão cruel que a censura volta no sentido de não mostrar o que realmente ocorre? Será que estão nos furtando, delicadamente, nosso direito sublime de ter acesso a arte, a música, a realidade dura e cruel conquistada depois de anos e anos de lutas, mortes, torturas e decepções?

Ou será que é realmente melhor para nós vivermos como eles, políticos, no “Fantástico Mundo de Bob”, e então, viver a vida e fingir que fomos felizes vendo todo dia a desgraça alheia?

Será? Será? Refletir nunca é demais. Mas não reflita sob a censura e o véu da ignorância que querem nos impor. Reflitamos sob a óptica crítica, dura, sincera, que é a realidade que nos cerca. Porque, no fundo, a cidade não é longe daqui... A cidade é, realmente, indubitavelmente, AQUI! Infelizmente!

E, então, diante de tantas exposições, radicalismos e versos proferidos, você há de convir que a arte com sua sensibilidade andam de mãos dadas com a realidade nua e crua. Há alguém que conteste?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um herói e um milagre



Quando uma pessoa salva a vida de mais de 150 seres humanos, deve-se considerar um herói. Isto foi o que aconteceu ontem nos Estados Unidos, em Nova York. Um piloto de nome Chelsey Sullenberger, conhecido como Sully, foi o autor da façanha.

US Airways caiu no rio Hudson, na tarde desta quinta-feira em Nova York. Ele conseguiu fazer o avião avariado pousar nas águas do rio com 150 passageiros e mais cinco tripulantes a bordo sem provocar nenhuma morte.

Simplesmente inacreditável. Quando todos nós estamos desesperançados e receosos de andar pelo ar, um piloto desse “cacife” nos traz a velha esperança, não deixando morrer.

Muita perícia. Muita experiência. O currículo de Sully, como é chamado, é repleto de especializações sobre segurança aérea. Inclusive, o próprio tem uma empresa sobre isto(segurança e engenharia aérea). Portanto, mexe com isso. ...E se conheço o mercado californiano, sua empresa irá “bombar”, como disse William Wack no “jornal da Globo”.

Além de ter especialização em segurança e mais de trinta anos de experiência, o piloto nunca tinha passado por situações tão perigosas e precisas. No entanto, manteve a calma. Usou de muita sabedoria. Obteve confiança onde possuía, isto é, dentro de si. E aí, executou a manobra dentro do rio.

Em toda a história, há 50 anos não acontecia algo desse tipo. Não saiu ninguém molhado. Ninguém se feriu. Foi simplesmente perfeito, do ponto de vista humano. Simplesmente perito, do ponto de vista técnico. Simplesmente brilhante, do ponto de vista das artes. Simplesmente um milagre, do ponto de vista divino e religoso.

Portanto, o que vimos nos Estados Unidos foram a união do homem com Deus. Da nação mais poderosa e ambiciosa do mundo, com a presença onipresente do Senhor. O que vimos, portanto, foi um herói e um milagre! O mundo ainda tem solução...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Para que serve a ONU?



A guerra há anos continua. O Estado de Israel, apadrinhado pelos Estados Unidos, continua a ofensiva contra o "Estado" Palestino. Já são mais de quatrocentos mortos e mais de mil feridos. E a ONU o que faz?!

Vou me abster de entrar em outras questões, entrando apenas no mérito jurídico. A ONU foi uma organização criada no intuito de manter a paz e a segurança mundial. Está no seu art. 1° que trata dos seus objetivos.

Dentro da ONU, no entanto, existem vários órgãos. Os principais são, nesse caso, o Conselho de Segurança e a Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia. A composição do cenário do Conselho de Segurança são Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China, formando o chamado Conselho permanente de Segurança. Observa-se, então, a presença dos Estados Unidos. Tudo bem...

O objetivo desse Conselho de Segurança é zelar pela segurança internacional e pela paz mundial.

O problema é que esse órgão, como percebemos, está se tornando inútil. Os Estados Unidos praticamente manda nas decisões da ONU, pois possui o poder de veto. Então, como disse o presidente Lula, a ONU não tem coragem de tomar terminadas decisões porque não tem o alicerce maior, e sabe que os Estados Unidos têm o poder de veto.


Diante disso, com esse poder de veto, os Estados Unidos, pode ou não conceder que determinados países, diante de conflitos jurídicos e guerras, possa ou não ir a julgamento pelo Tribunal Internacional. Portanto, impossível que esse órgão funcione com total independência e autonomia.

Esse cenário, todavia, merece melhoras. Não podemos ficar a mercê dos interesses de uma Nação, inclusive subordinada à um órgão, teoricamente, superior. Na verdade, ocorre que a Palestina não é território, mas a Carta da ONU não prega apenas os Estados, mas também a autodeterminação dos Povos, assim como ocorre na Palestina.

É frustrante ver todo dia a impotência da organização maior, e dos Estados-membros, diante de Israel e dos Estados Unidos. Não há negociação. Não há sanção. Não há movimentação no sentido de se apurar juridicamente alguns deslizes como crimes contra a humanidade, crimes de guerra.

Os Estados Unidos como sempre patrocinando e produzindo guerras. Os outros países omissos. Onde isso vai parar?! Como disse Raúl Castro: "Os Estados Unidos nunca deixarão de serem perigosos e traiçoeiros".

Enquanto isso, na faixa de gaza, morre milhares de inocentes. E diante disso, as conversas dizem, mas não falam. Falam, mas não agem. Agem, mas não fazem. E a inércia, que não é inércia, mas um ataque poderosíssimo contra um determinado povo que nem Estado é continua. Para que serve a ONU?