quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Reflexão pelo Esporte




Eu pratico esportes há anos. Desde que me entendo por gente que eu vivo a praticar atividade física. Joguei futebol, fiz Taekwondo, academia, judô, natação, tudo enquanto.

Nos dias de hoje, eu acredito ser o esporte um dos elementos mais importantes da nossa vida. No momento em que você abdica de fazer alguma atividade física, se comprometerá com sua saúde seriamente. Os sedentários estão aí, todos com o colesterol alterado, com doença aqui e ali.

Será realmente que vale a pena tanto trabalho, tanto esforço, tanto dinheiro, se você não pode ser uma saúde ou qualidade de vida adequada que lhe permita alongar sua vida, ou mesmo manter sua forma física e biológica adequadamente, conforme os médicos recomendam?!

O mundo prático, de tudo muito rápido, de comer besteiras, de não ter tempo para nada está nos trazendo uma nova reflexão. Até que ponto podemos nos furtar de cuidar preventivamente de nossa saúde para enriquecer, para não chegar atrasado no trabalho, ou simplesmente para ter que estudar?!

Há pessoas que estudam em excesso. Esse excesso, inclusive, indica a não-prática do esporte, do direito ao lazer. O que será de nossos intelectuais sedentários?! Porque, diante de tão bom senso que todos nós temos quando nos é conveniente, não nos adequar e arrumar um tempinho, porque quando a gente quer a gente consegue, e praticar atividade física?!

Mais importante, ou tão importante quanto o conhecimento científico e o bem estar da sua família, é você poder estar de bem com você e sua família reciprocamente.

No entanto, ainda existem aquelas pessoas que sempre deixam para amanhã. Ah, amanhã eu faço! Ah, amanhã! Ah, amanhã eu vou caminhar, vou passear, vou jogar futebol. Todavia, esse dia nunca chega, e não existe um “dia encantador”. A vontade tem de partir de você. A consciência tem de ser sua, somente sua.

Esporte, lazer e atividade física é o essencial para que você, assim, possa desfrutar do seu dinheiro, patrimônio, família, etc... Tudo aquilo que você conquistou com tanto suor e trabalho.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Porque escrever é isso



Apenas escrevo... escrevo para desabafar; escrevo para denunciar; escrevo para escandalizar; escrevo para me divertir; escrevo para contribuir; escrevo para socializar; escrevo para batalhar; escrevo para derrotar; escrevo porque escrevo, porque escrever não é ser melhor ou pior que ninguém, escrever é um estado de espírito que lhe invade, e só quem sabe é quem escreve e ler.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Arte e a realidade


O Rio de Janeiro é um cenário maravilhoso para uma cidade. Diante de tantas belezas naturais, o homem se digladia fazendo com que o ambiente vire a era do fim dos dinossauros, no entanto, de pessoas racionais, pelo menos teoricamente.
Com notáveis expoentes musicais, o Rio de Janeiro é conhecido por todo o mundo principalmente pelo samba. E o samba mais uma vez vem aqui, através deste artigo, mostrar como nem sempre a música foge à realidade, mas muito pelo contrário, é tão sensível que é capaz de enxergar mais do que qualquer um de nós.

Numa cidade muito longe daqui o momento é de caos. A população “tá” bolada, muito bolada... Essa música, composta pelo Marcelo D2 e Leandro Sapucahy, é, sem dúvida, um belo momento para refletirmos sobre a violência e até onde iremos chegar.
Para quem não conhece a letra, eu vou destrinchá-la ao longo do texto. No entanto, antes de começar, é bom a gente fazer referência e dizer que Marcelo D2, assim como Gabriel, O Pensador, sempre foram considerados músicos de uma inteligência brilhante, fora do normal, portanto, o senso crítico é altamente apurado, chegando, às vezes, a ofender pelo radicalismo que ele apresenta.

Numa cidade longe daqui - diz a música, tem favela que parece com as favelas daqui; tem problemas que parecem com os problemas daqui – que ironia. Não será que a mesma cidade? A letra continua dizendo que há homens maus e homens bons e que existem homens da lei com determinação, mas o momento é de caos porque a população não sabe ao certo quem é; quem é herói ou vilão.

Ninguém sabe, neste trecho da música, se a milícia é polícia; Se a polícia faz bem; Se o traficante é benéfico ou maléfico. Ninguém sabe, portanto, diz a letra, quem vai e quem vem na contramão.

A letra, com total genialidade dos compositores explica: Tem homem mal que vira homem bom; Tem homem da lei que vira homem mal; Esses homens vêm com uma missão e fazem outra. Ao invés de salvar, sai matando geral. Quando vem para atirar, quando ele “caga no pau”.

E aí, aí a chapa esquenta. Por que?! Porque o xis do problema está na corrupção. Tanto lá como cá não tem acerto o pedido, errou não tem perdão. Quem fala muito é x-9 e desses a gente tem de montão. O coro comeu, polícia e bandido bateram de frente, e aí foi “chapa quente”.
A letra diz: Bateu de frente um bandido e o sub-tenente lá do batalhão; foi tiro de lá de cá; balas perdidas no ar; até que o “silêncio gritou”; dois corpos no chão que azar; feridos na mesma ambulância uma dor de matar; mesmo mantendo a distância não deu pra calar.

E aí, o Rio de Janeiro continua sendo descrito. A letra diz que polícia e bandido trocaram farpas, farpas que pareciam balas, e nisto, houve um diálogo entre polícia e bandido. Reparem bem nesse trecho; O bandido falou: Você levou tanto dinheiro meu; e agora vem querendo me prender; eu te avisei você não se escondeu; deu no que deu e a gente ta aqui; pedindo a Deus pro grupo resistir; será que ele está a fim de ouvir? Vocês têm tanta bazuca, pistola, fuzil e granada, me diz pra que “tu” tem tanta munição?

E aí respondem: É que além de vocês, nós ainda enfrenta um outro comando, outra facção que só tem alemão saguinário(políticos, lógico), um bando de otário, marrento querendo mandar. Por isso que eu tou bolado sim, eu também tou bolado sim. E aí, ele completa: É que o Judiciário “tá” todo comprado e o legislativo “tá” financiado e o pobre operário que joga seu voto no lixo, não sei se por raiva ou só por capricho. Coloca a culpa de tudo nos homens do camburão, eles colocam a culpa de tudo na população.

E agora, pra finalizar, eles dizem assim: {E o bandido...} E se eu morrer vem outro em meu lugar {Polícia...} E se eu morrer vão me condecorar; E se eu morrer será que vão chorar; E se eu morrer será que vão lembrar; E se eu morrer... {já era}; E se eu morrer; E se eu morrer... {foi!}; E se eu morrer

Chega de ser subjugado; Subtraído; um sub-bandido de um Sublugar; subtenente de um Subpaís; um subinfeliz; subinfeliz..

E aí, ironicamente, uma letra dessas, musicado com um belo ritmo de samba nunca foi ao ar. Nunca vi rodar numa FM; Nunca vi aparecer nos programas de televisão; Nunca vi passar na TV Senado; TV Câmara; TV Assembléia.

Será nossa realidade tão cruel que a censura volta no sentido de não mostrar o que realmente ocorre? Será que estão nos furtando, delicadamente, nosso direito sublime de ter acesso a arte, a música, a realidade dura e cruel conquistada depois de anos e anos de lutas, mortes, torturas e decepções?

Ou será que é realmente melhor para nós vivermos como eles, políticos, no “Fantástico Mundo de Bob”, e então, viver a vida e fingir que fomos felizes vendo todo dia a desgraça alheia?

Será? Será? Refletir nunca é demais. Mas não reflita sob a censura e o véu da ignorância que querem nos impor. Reflitamos sob a óptica crítica, dura, sincera, que é a realidade que nos cerca. Porque, no fundo, a cidade não é longe daqui... A cidade é, realmente, indubitavelmente, AQUI! Infelizmente!

E, então, diante de tantas exposições, radicalismos e versos proferidos, você há de convir que a arte com sua sensibilidade andam de mãos dadas com a realidade nua e crua. Há alguém que conteste?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um herói e um milagre



Quando uma pessoa salva a vida de mais de 150 seres humanos, deve-se considerar um herói. Isto foi o que aconteceu ontem nos Estados Unidos, em Nova York. Um piloto de nome Chelsey Sullenberger, conhecido como Sully, foi o autor da façanha.

US Airways caiu no rio Hudson, na tarde desta quinta-feira em Nova York. Ele conseguiu fazer o avião avariado pousar nas águas do rio com 150 passageiros e mais cinco tripulantes a bordo sem provocar nenhuma morte.

Simplesmente inacreditável. Quando todos nós estamos desesperançados e receosos de andar pelo ar, um piloto desse “cacife” nos traz a velha esperança, não deixando morrer.

Muita perícia. Muita experiência. O currículo de Sully, como é chamado, é repleto de especializações sobre segurança aérea. Inclusive, o próprio tem uma empresa sobre isto(segurança e engenharia aérea). Portanto, mexe com isso. ...E se conheço o mercado californiano, sua empresa irá “bombar”, como disse William Wack no “jornal da Globo”.

Além de ter especialização em segurança e mais de trinta anos de experiência, o piloto nunca tinha passado por situações tão perigosas e precisas. No entanto, manteve a calma. Usou de muita sabedoria. Obteve confiança onde possuía, isto é, dentro de si. E aí, executou a manobra dentro do rio.

Em toda a história, há 50 anos não acontecia algo desse tipo. Não saiu ninguém molhado. Ninguém se feriu. Foi simplesmente perfeito, do ponto de vista humano. Simplesmente perito, do ponto de vista técnico. Simplesmente brilhante, do ponto de vista das artes. Simplesmente um milagre, do ponto de vista divino e religoso.

Portanto, o que vimos nos Estados Unidos foram a união do homem com Deus. Da nação mais poderosa e ambiciosa do mundo, com a presença onipresente do Senhor. O que vimos, portanto, foi um herói e um milagre! O mundo ainda tem solução...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Para que serve a ONU?



A guerra há anos continua. O Estado de Israel, apadrinhado pelos Estados Unidos, continua a ofensiva contra o "Estado" Palestino. Já são mais de quatrocentos mortos e mais de mil feridos. E a ONU o que faz?!

Vou me abster de entrar em outras questões, entrando apenas no mérito jurídico. A ONU foi uma organização criada no intuito de manter a paz e a segurança mundial. Está no seu art. 1° que trata dos seus objetivos.

Dentro da ONU, no entanto, existem vários órgãos. Os principais são, nesse caso, o Conselho de Segurança e a Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia. A composição do cenário do Conselho de Segurança são Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China, formando o chamado Conselho permanente de Segurança. Observa-se, então, a presença dos Estados Unidos. Tudo bem...

O objetivo desse Conselho de Segurança é zelar pela segurança internacional e pela paz mundial.

O problema é que esse órgão, como percebemos, está se tornando inútil. Os Estados Unidos praticamente manda nas decisões da ONU, pois possui o poder de veto. Então, como disse o presidente Lula, a ONU não tem coragem de tomar terminadas decisões porque não tem o alicerce maior, e sabe que os Estados Unidos têm o poder de veto.


Diante disso, com esse poder de veto, os Estados Unidos, pode ou não conceder que determinados países, diante de conflitos jurídicos e guerras, possa ou não ir a julgamento pelo Tribunal Internacional. Portanto, impossível que esse órgão funcione com total independência e autonomia.

Esse cenário, todavia, merece melhoras. Não podemos ficar a mercê dos interesses de uma Nação, inclusive subordinada à um órgão, teoricamente, superior. Na verdade, ocorre que a Palestina não é território, mas a Carta da ONU não prega apenas os Estados, mas também a autodeterminação dos Povos, assim como ocorre na Palestina.

É frustrante ver todo dia a impotência da organização maior, e dos Estados-membros, diante de Israel e dos Estados Unidos. Não há negociação. Não há sanção. Não há movimentação no sentido de se apurar juridicamente alguns deslizes como crimes contra a humanidade, crimes de guerra.

Os Estados Unidos como sempre patrocinando e produzindo guerras. Os outros países omissos. Onde isso vai parar?! Como disse Raúl Castro: "Os Estados Unidos nunca deixarão de serem perigosos e traiçoeiros".

Enquanto isso, na faixa de gaza, morre milhares de inocentes. E diante disso, as conversas dizem, mas não falam. Falam, mas não agem. Agem, mas não fazem. E a inércia, que não é inércia, mas um ataque poderosíssimo contra um determinado povo que nem Estado é continua. Para que serve a ONU?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Esperança, são para todos?



Nesta semana mais um parágrafo se uniu em nossos livros de história, a vitória da liberdade, da hegemonia, da miscigenação de um povo, contra ao partidarismo, contra todas as mesquinharias que há anos envenenavam o comportamento americano, a vitória, de um afro descendente nos Estados Unidos da América, e se chama Barack Hussein Obama II.

Obama, vindouro Presidente dos Estados Unidos, pois ainda não foi empossado, filho de um queniano com uma americana, combinação apropriada para o novo estilo de política que virá. Estilo que se adornará no patriotismo e na determinação, em um homem que tinha os precedentes para se tornar uma pessoa marginalizada, conseguiu, através da sua decisão de mudança e na esperança em dissolver vários paradigmas da sua cultura, o cargo de presidente da maior potência mundial.

O legado de Bush se acabou, deixando uma lama de sangue, um poço financeiro e uma chaminé para o guerreiro que viverá na Casa Branca. Com tamanha adversidade, só há esperança neste que estar por vir.

Esse mesmo sentimento lembra as eleições presidências, entre José Serra e Lula, este que era tão venerado por seu passado batalhador, por ser um símbolo da perseverança nordestina e tantas outras características que o deixaram com o ego tão além de sua perspectiva mental, que o cegou tanto, mais tanto, que nem os ministros ele soube escolher, pois durante seus dois mandatos, a maior parte deles foi exonerada ou se afastaram dos cargos por envolvimentos de prevaricação ou corrupção.

Creio que Obama não tenha esse mesmo desarranjo, acho que este será o mais competente entre os presidentes do século XXI, pelo seu histórico respeitável, autoridade humanística, e acima de tudo, ele teve aptidão em produzir a excelência moral em aspectos como, meio ambiente, tolerância e inteligência emocional.

Uma particularidade que todos perceberam nessa reta final, a mobilização da população para a vitória de seu candidato, a emoção durante sua vitória. Eu nunca vi eleitores chorarem, se abraçarem, comemorarem tanto como fosse uma Copa do Mundo a vitória de um candidato. Foi algo inédito. Obama teve a habilidade de convencer as pessoas e reconhecer suas emoções, objetivando o engajamento a interesses comuns.

E a surpresa, McCain, dignamente, reconhecendo sua derrota e se prontificando a ajudar o próximo presidente, eu não sei se foi por mero marketing pessoal, mas que foi uma ótima forma de se redimir na perda, foi! Agora entre mim e você, você já presenciou ato tão nobre na política brasileira? Não?! Nem eu!...Se algum dia isso ocorrer, acho que o Brasil será a mais nova potência mundial.

Tanta expectativa para um só homem me preocupa, ele não é um ser divino, é humano como nós, sujeito a falhas, espero que as mesmas pessoas que votaram acreditando na melhoria, não somente dos Estados Unidos, mas, também, em âmbito global, contemporizem diante de seus erros.

E nas palavras de Arnaldo Jabor, “Obama é um trocadilho com Osama, assim como Osama mudou a América pelo mal, Obama quer mudar para o bem.”

Para o bem?...Para o bem de todos ou para o bem dos Estados Unidos? Diante de tanto patriotismo, pode se tornar exacerbado, ao ponto de querer engolir os outros. Só nos resta mesmo, esperança, positiva, é claro, não queremos que o Brasil perca as suas potencialidades naturais pela boa fé dos EUA.

Cândido Sales Gomes 8/11/2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Criminalidade e o senso comum


Nós, estudiosos das áreas sociais, devemos nos diferenciar dos demais pensamentos de senso comum. Observando conversas de alguns amigos percebi que essa distinção é importante. O assunto em questão era a fonte do crime. Por quê os crimes existem? Qual a lógica do crime? Qual a maneira de se prevenir?

O debate estava bem tenso. No entanto, notei que sempre corria por um sentido, rumo, caminho. Todos diziam, inclusive alguns especialistas da área: "A violência é resultado da má qualidade educacional. Educação melhor, violência menor." Essa lógica permaneceu sendo a majoritária.

Destarte, não querendo desprezar os pensamentos de senso comum, mas precisamos nos diferenciar. Por quê o crime acontece? Será que é só educação? E a questão dos instrumentos de controle social? E o capitalismo? É viagem, ou tem alguma coisa a ver?!

O estudioso, volto a frisar, deve ir na fonte. Na primazia, no inicio da questão. E fazendo isso, observei que o crime existia por conta do próprio contorno que o sistema capitalista tomou.

Tem algo de lógico com o sistema de controle social bastante frágil do sistema capitalista. Este sistema não quer controlar os jovens. Os jovens não têm medo de repressão nem tampouco são controlados, apesar de quererem. Além disso, a questão da idade influencia na taxa de criminalidade. Um estudo realizado mostrou que os países onde a pirâmide etária possuía muitos jovens, nesses países, a taxa de criminalidade era alta.

Exemplos práticos de que a educação tem a ver, mas não resolve. Estados Unidos e Brasil. Simples e fácil de entender. A educação nunca foi base para a criminalidade. Os crimes ocorrem independente de instrução social, porque se assim fosse só quem cometeria crimes eram os bandidos analfabetos, sem educação, e não é isso que vemos diariamente.

No entanto, voltando a questão do controle social dos jovens. Será que uma escola que "segure" o aluno quinze horas por dia, quarenta alunos, estará ou não controlando?! Será que esses alunos terão oportunidade de cometer tal delito com mais ou menos proporção?

Apesar disso, o que ocorre é o baixo controle típico do sistema capitalista onde o consumo e a anomia toma conta da sociedade. O bom é fazer tudo. O bom é gostar de tudo. O bom é não ter personalidade e ser problemático. Porque só assim o sistema "orgânico" capitalista funciona. Portanto, além do sistema ser defeituoso e egoísta para com a sociedade, ele é bem cruel, e a sistemática é: Quanto mais indivíduos tiverem a sociedade capitalista, maior será a taxa de criminalidade.

Você tem medo de dar dedo para uma cruz? Tem?! Dirá que sim. Portanto, estará sendo controlado. Mas, no local, se não tiver cruz, você tem medo de falar mal do seu amigo da escola com medo de ser enquadrado em algum artigo do código penal? Certamente que não... Fato este que comprova a pouca efetividade dos instrumentos de controle social.

Para quem não sabe, quando me refiro a esses instrumentos, não é somente o Direito. Recai sobre a Moral, a Religião, o Estado, Regras de trato social, etc...

Portanto, o sistema capitalista faz o crime ser patológico. O crime é normal, no entanto, acima da média é considerado patológico. É normal porque sem ele não haveria evolução do Direito, da Moral, dos próprios instrumentos de controle social.

O ideal, para finalizar, seria o equilíbrio desses instrumentos. Nem repressão demais, se não a sociedade fica sufocada e aí acontece problemas políticos, revoluções. Mas também não devemos folgar demais, porque aí o Estado, principalmente, perde a credibilidade, a confiança. E não queira saber quais as conseqüências de um Estado desmoralizado...

Então, diferencie, senhor estudioso, seu pensamento do raciocínio do pedreiro, por exemplo. O pedreiro, sem desmerecer a profissão, deve saber fazer casa. No entanto, se perguntar qual o problema da criminalidade ele incidirá sobre a educação, o que é um senso comum demasiado, e nosso pensamento, por mais revolucionário que seja, ousado, mais críticas sofrerá. É difícil alguém entender algo que nunca raciocinou a priori.